Dialogando: Dissecando a afirmação – As TJ não são falsos profetas!®

Dialogando: Dissecando a afirmação – As TJ não são falsos profetas!®

13 de novembro de 2020 Dialogando 0

     Há algum tempo atrás recebi um e-mail de uma pessoa que contestava que a liderança das TJ foram/são falsos profetas e transformei a resposta que enviei para ela em um artigo para este Blog (link) – estou aguardando a considerações da pessoa que me escreveu mas isso, pelo menos até agora, não ocorreu.

     Mais recentemente, após ter lançado uma segunda pesquisa (link) direcionada às TJ, além das respostas recebidas, incluindo umas no Facebook, e uma delas eu irei reproduzir e comentar abaixo (o autor do texto foi devida e previamente notificado de que iria publicar este artigo com base na mensagem que me enviou).

            O que farei abaixo é “dissecar” a mensagem recebida mas, antes disso, preciso destacar mais detalhes do contexto no qual a mensagem que me foi enviada surgiu.

 Contexto – A mensagem nasceu a partir da pesquisa já mencionada, a qual tem por base a acusação que a Sentinela fez a um pastor evangélico, em razão de ele ter fixado um período de tempo, entre duas datas, e ter afirmado que nele ocorreria o Armagedon. Assim, a partir deste fato, a Sentinela acusou o pastor de ser um Falso Profeta.

            O título da Pesquisa que elaborei (pesquisa 100% destinada a ser respondidas por TJ) é:

 Você confirma? Foi um Falso Profeta mesmo? Por quê?®

     Ao elaborar a pesquisa, pensei que as TJ iriam respondê-la com toda a facilidade, afinal, reafirmar aquilo que a Sentinela já afirmou, ainda mais, contra um pastor evangélico, é algo que qualquer TJ faria de olhos fechados, porém, esta não tem sido a realidade, tem havido uma imensa resistência das TJ em reafirmar que o pastor foi um falso profeta e em indicar as bases bíblicas de tal afirmação (ao invés disso as TJ têm preferido esquecer o pastor e defender que as TJ não são falsos profetas)!

Um sinal claro disso ocorreu quando, baseado no texto da mensagem que irei analisar, cujos argumentos podem ser aproveitados na defesa de qualquer pessoa ou religião que tenha marcado data ou datas para o fim), perguntei à TJ que o escreveu:

 “Existem falsos profetas?”

A isso, de forma muito rápida, respondeu:

Com certeza! É só você ir no Youtube e ver lá as profetadas  evangélicas que são dadas, inclusive, em cultos evangélicos tipo: “eu tenho uma benção para você”; “Deus me mandou dizer isso para você”; “aceite essa palavra profética”; essas são as palavras mais usadas por esses falsos profetas e instrutores da lei que dão profetadas ao invés  de usarem a própria Bíblia.

     Ao responder a esta mensagem, eu destaquei que ela admite a existência de falsos profetas, mas para que tal admissão ocorresse (com tranquilidade de rapidez) se necessitou buscar uma outra vertente do tema, logo, reafirmar que um pastor evangélico é falso profeta, por ter anunciado uma data falsa para um evento bíblico é algo que as TJ resistem (ou pelo menos tem resistido) em fazer, mas, indicar pastores evangélicos como falsos profetas, na vertente destacada na mensagem acima, é algo muito tranquilo e confortável para uma TJ fazer! Dado o contexto em maiores detalhes, creio ser importante reafirmar:

– A pesquisa só cita as TJ como tendo sido autoras da acusação: “aquele pastor foi um falso profeta, no mais, o que se busca é que as TJ informem quais elementos são dados na Sentinela que, em conexão com Bíblia, permitiram ao escritor daquela Sentinela acusar o pastor de ser um Falso Profeta.

Não obstante, como já disse, ao invés de falar do Pastor, o que fará a resposta que irei analisar é defender que as TJ não são falsas profetas!?

Antes de analisar, preciso destacar algumas premissas que (pelo menos eu) tenho como absolutas e que vão ajudar a entender melhor meus argumentos:

     1ª Premissa: O normal é que toda a pessoa ou pessoas que são tidas por outras em posição de autoridade espiritual, caso venham a cometer algum erro que coloque, de acordo com a Bíblia, em cheque tal autoridade, tenderão a encontrar formas de justificar e se isentar do erro cometido, de tal forma a preservar a autoridade espiritual que possuem.

Obs. – Embora não tenha maiores informações, é certo que assim fez o pastor acusado de ser falso profeta pela Sentinela e ele deve ter obtido sucesso com as desculpas que usou, afinal, anos depois de falhada sua profecia, ele se candidatou à presidência dos Estados Unidos e continuava usando o título de pastor!

      2ª Premissa: As melhores justificativas que podem ser encontradas neste mister são aquelas que decorrem (ainda que apenas alegadamente) da própria Bíblia, não importando o quanto tais justificativas contrariem a Bíblia – basear desculpas na Bíblia gera (ao menos aparentemente) uma paridade de armas: a autoridade espiritual do líder ou líderes é questionada com base na Bíblia e é defendida com base na Bíblia.

      3ª Premissa: Do ponto de vista bíblico, para adquirir o título de “falso profeta”, basta ser falso profeta uma única vez (e não se arrepender, é claro), mas, quando a pessoa  ou pessoas em posição de autoridade “insistem no erro” (o que já atrai para a pessoa ou grupo o famoso dito popular), a pecha de “falso profeta” se torna inquestionável.

      4ª Premissa: Há mais de uma forma de se caracterizar um líder ou uma liderança religiosa como “falso profeta”, sendo  que a mais escrachada delas e, por isso mesmo, a mais definitiva em atrair o indesejado título de “falso profeta”, se dá quando a pessoa ou pessoas na posição de autoridade espiritual marcam e anunciam datas para eventos bíblicos relacionados ao fim (“fim do mundo”, “armagedon”, “estabelecimento do reino”, etc), pois, quem assim faz NUNCA ESTÁ FALANDO EM NOME DE JEOVÁ, pois, se há algo claro na Bíblia é:

“Não cabe a vocês saber os tempos ou

 as épocas que o Pai colocou sob

 sua própria autoridade” At. 1:7

     Se não cabe ao homem saber “tempos ou épocas”, então, Jeová nunca dará a conhecer a homem algum, “tempos ou épocas” logo, quem marcar datas para “o fim” está falando de sua própria iniciativa, assim, não é necessário nem esperar para ver se a profecia se cumprirá ou não – tal pessoa ou grupo é falso profeta!

     Para notar o quão trágico é se afirmar “profeta veraz de Jeová” e, não obstante,  insistir em marcar datas para “o fim”, basta pensar na seguinte hipótese:

e se tal “profeta”, de tanto tentar, acabar acertando, isso é, o Armagedon ocorrer na data exata e previamente indicada por ele, o que isso irá provar?

 Eu respondo: Irá, de acordo com Dt. 18:20-22, provar que é um verdadeiro profeta de Jeová, porém, ao fazer tal prova, estará provando também que ele é o verdadeiro de um

Deus mentiroso, que enviou um

Jesus mentiroso e que nos deixou uma

Bíblia mentirosa!

Notem se as conclusões estão corretas ( respectivamente: At. 1:7, Rm.3:4 e Mt.12:39-40):

Não cabe a vocês saber os tempos ou as épocas que o Pai colocou sob sua própria autoridade”

-…sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso
– Mas saibam que, se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Vocês também, mantenham-se prontos, porque o Filho do Homem virá numa hora que vocês não acham provável.

     Quem marca datas para o fim e, pior que isso, insiste em assim fazer, está militando para, “em uma tacada só”, comprovar que Jeová, Jesus e, consequentemente, a Bíblia, são falsos, são mentirosos!

    Para mim, quem assim faz e insiste em fazer, se torna merecedor, com todo o mérito, não só do título Falso Profeta mas, também, do título de – Apóstata, caso ele já tenha vivido um dia entre nós cristãos, como é o caso de muitas TJ.

Partindo de tais premissas, transcrevo a mensagem TJ na integra, para depois, desmembrá-la e dissecá-la.

 MENSAGEM:

 “Sabemos que as testemunhas de Jeová não são falsos profetas. O que, na realidade, existiram foram expectativas frustradas com relação a alguns comprimentos de profecias. Como essas profecias se encontram na Bíblia, dizer que as testemunhas de Jeová são falsos profetas é o mesmo que dizer que as profecias da Bíblia são falsas. Quando, na realidade, o que houve foram expectativas frustradas como aconteceu na época do profeta Natan e como aconteceu na época dos discípulos, então, fica claro que expectativas foram frustradas mas que as profecias são verdadeiras e o que acontece é que não sabemos quando as profecias irão se cumprir. Existe uma regra que permeia a Bíblia sobre profecias, só sabemos disso quando elas se cumprem ou quando elas já se cumpriram, então, essa é minha opinião e que essa pesquisa, na realidade, é mais uma colherzinha ou uma pitada a mais para estimular apostasia que alguns já alimentam e colocar dúvida na mente de irmãos que, na realidade, podem acabar se tornando vítimas da própria apostasia.”

ANÁLISE:

Sabemos que as testemunhas de Jeová não são falsos profetas (…)

A afirmação acima é óbvia em pelo menos dois sentidos (vou ordená-los em ordem crescente de obviedade, até porque, sou contestado por amigos, que não são TJ, quando afirmo aquilo que afirmarei no ponto 1 abaixo):

1 – As TJ (em geral), realmente, não são falsos profetas (para mim isso é óbvio), pois, não foram elas que fixaram datas para “o fim do mundo”, quem fez isso, mais de uma vez, foi a liderança da organização (o “escravo fiel e discreto” que, segundo Mt. 24:45 só distribuí “alimento [espiritual] no tempo apropriado”).

O que as TJ fizeram foi exercer fé (legítima e genuína) em tais ensinos e, como fazem com todos os outros ensinos do CG, passaram a ensinar aos outros como sendo “alimento no tempo apropriado” provido pelo “canal de comunicação de Jeová”, assim, em tais ocasiões as TJ não fizeram nada de novo, se limitaram a fazer “mais do mesmo”.

 Em acréscimo à fé legítima que as TJ têm em todos os ensinos do CG (que pode ser chamada de “crença incondicional e voluntária”), há uma outra razão pela qual as TJ acreditam em tudo o que o CG ensina, qual seja:

– Caso a “crença incondicional e voluntária” venha a falhar em algum ponto, surge algo que denomino de “crença incondicional e imposta pelo medo” ou, em uma única palavra, surge, no mínimo, a suspeita de:

APOSTASIA.

Entre as TJ o termo “apostasia” vai muito além do que aquilo que ele realmente significa, entre elas, “apostasia” tem por definição:

 “qualquer discordância para com o CG”

     TJ que ousar discordar de algum ensino ou não aceitar alguma explicação oficial do CG, via de regra, guarda isso para si mesma, pois, a mais leve insistência em não aceitar qualquer palavra do CG é considerada, no mínimo, na melhor das hipóteses, como “tendência apóstata” e ser considerado como tendente à apostasia é o mesmo que ser considerado potencialmente radioativo, alguém cuja a mera presença no ambiente já é suficiente para contaminar (com câncer) aos outros!

Para provar que não estou exagerando, o CG tem tanta certeza que as TJ aceitam tudo o que eles ensinam, que com tranquilidade, já afirmaram especificamente a elas:

Devemos comer, digerir e assimilar o que se coloca diante de nós, sem rejeitar certas partes do alimento porque talvez não convenha ao capricho do nosso gosto mental. As verdades que havemos de publicar são aquelas que a organização do escravo discreto fornece, não algumas opiniões pessoais contrárias ao que o escravo providenciou como sendo sustento conveniente. S.1/11/52., p.164, §11)

     Para quem crê que o CG é o que diz ser, se torna muito improvável que venha a nutrir qualquer dúvida contra seus ensinos e é por isso que a afirmação acima não soa abusiva para as TJ, afinal, se o alimento espiritual publicado na Sentinela é a VERDADE – como lemos no trecho acima (e só pode ser afinal, alimento espiritual falso nunca terá para si um – tempo apropriado – para ser divulgado como VERDADE) -, qualquer discórdia das TJ para com um ensino oficial do CG não pode estar surgindo em razão de um raciocínio coerente, só pode ser fruto de um “capricho do gosto mental” (eu acho um absurdo, eu estou certo que os crentes de Bereia também achariam – At. 17:10 e 11.

     Mas para poder entender as TJ tenho que tentar me colocar no lugar delas e quando faço (ou pelo menos tento fazer isso), entendo a razão delas serem capazes, inclusive, de  divulgar como “alimento espiritual no tempo apropriado”, algo tão absurdamente antibíblico como uma data para o fim e, em razão disso, não as enxergo como – falsos profetas – razão pela qual (neste contexto e com a visão que adotei) concordo com a afirmação inicial que destaquei e estou analisando – ela me parece óbvia – as TJ (em geral) não são falsos profetas.

            2 – No trecho considerado o que temos é uma TJ afirmando que as TJ não são falsos profetas (o que me surpreenderia seria ver uma TJ ativa afirmando o contrário disso)!

– A questão é: porque esta (e qualquer outra TJ ativa) afirma isso? O que há por trás de tal afirmação? Algumas possibilidades são:

A – A TJ pode desconhecer que os líderes de sua religião já marcaram datas para o fim, assim, quando escutam alguém falar sobre isso, logo julgam tal pessoa como um apóstata, um inimigo de Jeová!

B – As TJ de hoje podem até saber algo a respeito de tais datas marcadas, mas, de forma muito rasa, muito desprovida de detalhes, tais como:

– quantas vezes, desde o início da religião TJ, datas para o fim já foram marcadas?

– nas vezes em que assim ocorreu, como tais datas foram divulgadas (a liderança indicava tais datas com sendo certezas ou como sendo meras probabilidades)?

– nas vezes em que defenderam certa data para o fim, os líderes das TJ fizeram alguma ressalva (isso antes de chegar a data indicada), tal como:

“isso que estamos anunciando que irá ocorrer em certa data, não tem a ver com nossa posição de “escravo fiel e discreto”, não se trata de “alimento no tempo apropriado”, são apenas algumas expectativas pessoais que acabaram sendo publicadas ou, pelo contrário, não houve ressalva alguma, tudo foi ensinado na condição de “escravo fiel e discreto” e, agravando a situação, foram eventos divulgados ao máximo pelas TJ, com grandes campanhas de pregação daquilo que se esperava, sendo que tudo era ensinado não como uma probabilidade, mas sim, como um ensino do “escravo fiel e prudente”, como “alimento no tempo apropriado” que foi provido pela ação da “força ativa de Jeová”?

Sem saber destes detalhes e, considerando a forma hiper suavizada com a qual o CG fala sobre tais datas hoje (sempre minimizando tudo ao tamanho de um átomo), cria-se uma falsa crença de que aqueles que falam que o CG é um falso profeta estão fazendo uma “tempestade em copo de água”, logo, não passam de apóstatas, de inimigos de Jeová!

            C – Por fim a TJ pode (mesmo vindo a tomar ciência daquilo que, realmente, se passou em relação a cada data marcada) a não admitir que tem por líder uma sucessão de falsos profetas, porque isso constituiria uma imensa tragédia pessoal, uma desilusão profunda com algo que se crê plenamente, para o que se dedicou e se dedica com todas as forças e que, por isso mesmo, não se consegue admitir como podendo estar errado!

  1. A TJ pode desconhecer que uma liderança pode ser considerada um falso profeta pelo simples fato de interpretar erroneamente a Escritura. Por exemplo, interpretar que a Bíblia aponta a volta de Cristo para uma data marcada é contrariar o próprio Jesus, que ensinou a não fazer isso. (Mateus 24:36; Marcos 13:32; Atos 1:6, 7) Não se trata, assim, de mera falsa expectativa (ensinada como alimento espiritual no tempo apropriado, e ai de quem discordasse!), mas de erro grave de interpretação das Escrituras, que leva todos a cometerem o mesmo erro de esperar a volta de Jesus para tal data! Isso é algo extremamente sério.

            Podem existir outras possibilidades, mas creio que as principais, no sentido de justificar a razão pelas quais as TJ não enxergam sua liderança como “falsos profetas”, são estas aí acima. Na sequência a mensagem afirma:

Que, na realidade, existiram expectativas frustradas com relação a alguns comprimentos de profecias.

O primeiro ponto a ser destacado neste trecho é que a TJ que o escreveu sabe que houve mais de uma data nas quais “expectativas foram frustradas” (notar o uso do plural) mas isso é absolutamente irrelevante, nenhum efeito causa, afinal, o que importa não são os fatos, mas sim, aquilo que o CG afirma sobre tais fatos, sobre tais datas (a narrativa oficial do que nelas ocorreu fica a cargo de quem tem imenso interesse em minimizar ao máximo os fatos para não perder seu lugar de autoridade, e visto que uma TJ deve “comer, digerir e assimilar”, tudo o que se coloca diante dela, tal versão “ligth” dos fatos também se torna crença obrigatória!

 Assim fica muito fácil para o CG!

O segundo ponto a destacar, neste mesmo trecho, requerer que o repita a fim de incluir nele algo que está subentendido e que deveria passar por despercebido:

que na realidade houve expectativas frustradas com relação [às DATAS marcadas para a ocorrência de] alguns comprimentos de profecias

O trecho acrescido em vermelho descontrói a tática argumentativa (que, tenho convicção, só foi usada em razão para se enganar e não para, de má-fé, enganar terceiros).

            Quando uma data é marcada para um evento bíblico relacionado ao fim, há pelo menos duas formas de tal data gerar frustração. Começo pela mais óbvia:

1 – O evento (em absoluto) não ocorre.

2 – O evento ocorre, porém, segundo os líderes sectários, de forma (mais ou menos) diversa do previsto na Bíblia, ou que aconteceu em partes, de tal forma a revelar que a Bíblia não estava 100% correta ao se referir a tal fato, ou que erraram mesmo, e de modo grave, ao interpretar mal a Bíblia no que se refere às profecias.

     Se nada do que foi profetizado ocorrer: a data “sai da história” ilesa ( a data, em si, não fica em nada denegrida), o evento bíblico previsto também “sai da história” ileso (em nada fica denegrida a profecia bíblica), o que vai sair denigrido, em cada uma destas situações, é apenas aquele ou aqueles se aventuraram em marcar as datas, esse é um falso profeta, de acordo com a fórmula certeira de Dt. 18:21-22.

     Na sequência, a tática de tentar omitir que o problema de marcar datas para o fim está, exatamente, em “marcar data para o fim”, se mostra evidente, pois, a intenção será transferir a culpa de quem marcou datas frustradas para aqueles que criticam os respectivos agendamentos e para tanto, basta afirmar que as TJ se limitaram a repetir o que a Bíblia diz sobre as profecias, assim, falar contra as TJ, em razão destas terem falado sobre profecias bíblicas, seria o mesmo que falar contra as profecias bíblicas! Notem:

Como essas profecias se encontram na Bíblia, dizer que as testemunhas de Jeová são falsos profetas é o mesmo que dizer que as profecias da Bíblia são falsas.

Perceberam?

            Quem fala contra as TJ, porque elas (“meramente”) falam sobre as profecias bíblicas, está falando não contra as TJ mas sim contra a Bíblia (neste ponto é fundamental que as datas marcadas fiquem esquecidas, para que o argumento parece estar correto)! Mas o problema é que a Bíblia é inerrante, e as TJ não! Portanto, na frase TJ acima, vemos uma falácia de falsa comparação.

            Uma vez ofuscada as “datas agendadas”, pode se afirmar que as TJ se limitaram a reafirmar (“fielmente”) o que a Bíblia diz sobre tais eventos, logo, não pode ser criticadas por isso!

            É totalmente falacioso, pois, o que a Bíblia tem a dizer sobre tais eventos e agendamentos é que os homens nunca vão saber com antecedência quando eles se darão, assim, a falha não está no que a Bíblia diz, mas sim, nos homens que se dizem “canal de comunicação de Jeová” e, nesta condição, ensinam aquilo que Jeová proibiu  e, ainda, querem que tal ensino seja encarado como “alimento no tempo apropriado” obtido sob a guia da “força ativa (do próprio) Jeová”!

O que mais me impressiona, porém, é perceber que não há neste argumento nenhuma má-fé; o que há, antes de mais nada, é a necessidade absoluta de manter o auto engano!

            Sendo assim, vou falar por mim (e estou certo de que estarei falando por todos que acusam o CG de ser um falso profeta):

Não, não há nada de errado com as profecias bíblicas, creio nelas com a fé descrita em Hb. 11:1 e o fato das TJ (e do Pastor citado na Pesquisa) terem marcado datas (obviamente) falsas para “o fim”, em nada reduzem minha fé nas profecias bíblicas. O que a ciência dos fatos me traz é a certeza de que aqueles que marcaram “datas para o fim”, além de serem FALSOS PROFETAS (conforme a regra segura que Jeová nos deixou em Dt. 18:20-21) falharam em provar que Jeová, Jesus e a Bíblia são falsos e a partir do momento em que tomo ciência de que há pessoas honestas, amorosas e bem intencionadas seguindo um falso profeta, me sinto na obrigação moral de alertá-las para o fato, que é exatamente o que as TJ buscam fazer ao pregar os membros de “Babilônia a grande”.

     Em razão do próximo trecho comentado, tenho que relembrar aquilo que destaquei na 2ª Premissa: se as TJ encontrarem “paralelos” entre as falsas datas para ocorrência de profecias que já ensinaram, com falhas cometidas por personagens bíblicos fieis, então, ficará provado que a liderança TJ é tão fiel quanto tais personagens bíblicos, não obstante terem “caído” em erro semelhante!

Quando, na realidade, o que houve foram expectativas frustradas como aconteceu na época do profeta Natan e como aconteceu na época dos discípulos,

           Quando uma TJ peca gravemente e isso vem a ser descoberto ela é chamada a comparecer perante um tribunal TJ, chamado de Comissão Judicativa, para ser ouvida e determinar se ela está arrependida de fato, se ela disser: “Eu cometi fornicação, mas o irmão ‘Zezinho’ cometeu também, os líderes TJ, ou anciãos ali presentes, debaixo das diretrizes do CG vão julgá-lo como não-arrependido, já que evoca o erro dos outros como forma de se justificarem. Uma grande pena que não usam do mesmo critério quando tentam se justificar, citando o fato ocorrido com Natã e outros.

     Eu tenho plena ciência de que tais “paralelos” são falsos, mas sei também que é tão importante para as TJ que eles existam, que a tendência delas é tomá-los por existentes, por mais que não existam! Vejamos o exemplo de Natã:

 A referência a ele se encontra, por exemplo, em I Cr. 17: 1 a 4 no qual Davi diz a Natã (em outras palavras):

“moro em uma casa construída com cedros (isso é, um lugar decente) enquanto a arca da aliança ficava abrigada em uma tenda”.

     Natã, julgando válido o argumento, afirmou que Davi deveria fazer o que estivesse em seu coração, pois, Jeová estava com ele (conclusão muito certeira, pois, Davi, apesar do absurdo pecado que cometeu, não deixou de ser considerado um homem “segundo o coração de Deus” (At. 13:22 – ARA).

     As TJ querem (e precisam) que as palavras de Natã a Davi (“faça o que está em seu coração”) sejam consideradas “palavra profética”, pois, se foram, Jeová, na mesma noite, apareceu a Natã e ordenou que ele dissesse a Davi que não seria ele que construiria uma casa para a arca da aliança (ICr. 17:3-4), logo, é como se Natã tivesse profetizado falsamente para Davi e, não obstante, Jeová tivesse continuado a usar Natã como profeta, então, se assim foi com Natã, a liderança das TJ não pode ser chamada de “falso profeta” como Natã não poderia ser! Com todo o respeito, é de dar dó!

            Natã foi um profeta verdadeiro de Deus, sem dúvidas, mas Natã não era “profeta 24 horas por dia”, isso é, nem todas as palavras proferidas por Natã eram palavras proféticas, inspiradas por Jeová, como exemplo disso cito um fato comum e um fato bíblico:

– Quando Natã cumprimentava alguém, tal cumprimento feito (como o nosso “Oi! Tudo bem?”) não eram palavras proféticas de Natã.

– A Bíblia narra que Natã falou a Bate-Seba (mãe de Salomão) visando preservar a vida dela e de seu filho, pela seguinte razão: Adonias, irmão de Salomão, se auto proclamou Rei e o Rei Davi não estava sabendo deste fato e como a promessa de Davi era que Salomão assumiria o trono em seu lugar, Natã entendeu que a partir da auto proclamação de Adonias como Rei, a vida de Salomão e de sua mãe passaram a estar em perigo (v. 12) e por isso Natã deu um conselho (é este o termo usado na Bíblia) a Bate-Seba, afirmando que ela deveria ir dar ciência ao Rei Davi de que Adonias se auto proclamou Rei e, enquanto ela estivesse falando com Davi, o próprio Natã iria à presença dele para confirmar e dar credibilidade as palavras dela (ver o relato em 1ª  Reis 1:5 a 30, em especial o verso 12).

            A ideia elaborada por Natã, a “cena” que eles fizeram perante o Rei Davi, a pergunta (v. 24) e as palavras descritivas que Natã usou para narrar os fatos (vv. 25 e 26) não foram palavras proféticas, visavam, antes de mais nada, proteger a vida de Salomão e de sua mãe.

            Da mesma forma, as palavras de Natã a Davi (antes de Jeová aparecer e revelar a Natã qual era sua vontade sobre o tema), não eram proféticas, eram palavras do homem Natã e não do profeta Natã.

Se a Bíblia narrasse Natã, logo após aquilo que lhe disse o Rei Davi, dizendo algo como:

“- eu, na qualidade de profeta de Jeová, tenho para ti a seguinte palavra profética: construa uma casa para a arca como mencionaste, está é a vontade de Jeová, é o que Ele está mandando lhe dizer”.

aí sim Natã teria sido um falso profeta, pois, não apenas teria inventado palavras que Jeová não lhe disse, como se fossem dEle, mas as teria afirmado na qualidade de “canal de comunicação de Deus” algo que era contrário à vontade de Jeová e, para piorar, se Natã, após tomar ciência de qual era a vontade de Jeová, se negasse a transmiti-la a Davi e, pior do que isso, ainda voltasse a incentivar Davi a construir uma casa para a arca, sem dúvida, ele seria um falso profeta!

Mas não há paralelo algum entre Natã e o CG: Natã, quando recebeu a palavra de Jeová, relacionada à intenção de Davi, a cumpriu fielmente, já o CG, mesmo sabendo que não compete ao homem conhecer “tempos ou épocas”, insistiu em marcar datas e o fez na qualidade (auto proclamada) de “escravo fiel e prudente”, logo, todos seus ensinos, incluindo as datas para as quais já anunciou que viria o fim, devem ser encaradas como “alimento no tempo apropriado” que o CG forneceu, vindo de Jeová, e fornece em razão da guia da “força ativa de Jeová”!

Em relação aos discípulos, eu diria que ainda mais lamentável a tentativa de eximir o CG pelas falsas datas que já marcou para eventos bíblicos, baseado em coisas que os discípulos de Jesus disseram sobre as profecias. Neste sentido destaco:

– IPd. 1:10-12: o texto não afirma que os profetas (do Antigo Testamento) tiveram “falsas expectativas” e muito menos que as divulgaram sob a condição de “profetas de Jeová”, mas sim, que eles, em relação à salvação em Jesus, buscam notar se entre as coisas que o Espírito lhes revelou estava qual seria a “época do Cristo”. O texto informa que, neste respeito, aquilo que eles profetizavam, movidos pelo Espírito, não era para eles (não ocorreria no tempo em que estivesse vivos). Não encontramos na Bíblia nenhum profeta verdadeiro de Jeová dizendo que Jesus viria em determinada data, logo, não há paralelo nestes fatos com o fato da liderança TJ, mesmo sabendo que não compete ao homem saber “tempos e épocas”, ter insistido em marcar datas para o fim.

Atos 1:6 e 7: Este texto, que algumas TJ já citaram para mim, a fim “provar” que a liderança TJ não é falso profeta, constituiu um verdadeiro “tiro em ambos os pés”, afinal, o que Jesus respondeu quando lhe foi perguntado:

“é neste tempo que restabelecerá o reino a Israel”?

foi de forma “curta e grossa” (em outras palavras):

tem coisas que Jeová nunca irá revelar

 aos homens, essa é uma delas

logo, em especial quem se auto proclama “canal de comunicação de Jeová”, ao falar sobre datas para o “fim” deveria reafirmar que o homem nunca saberá a data e não, ele próprio, marcar datas!

Não há na Bíblia nenhum exemplo de profeta verdadeiro de Jeová que, falando de sua posição de autoridade, fez uma profecia que se mostrou falsa de acordo com a regra de Dt. 18:20-22, logo, na há paralelo na Bíblia que socorra ao CG.

Continuando

então, fica claro que expectativas foram frustradas mas que as profecias são verdadeiras e o que acontece é que não sabemos quando as profecias irão se cumprir.

Ao ler a afirmação acima, tenho o mesmo sentimento que teria se uma TJ afirmasse para mim:

“quando Jesus disse que não cabe ao homem conhecer tempos e épocas para o fim, ele não estava brincando, sei disso com base na experiência de minha religião, os líderes dela marcaram datas para o fim e, realmente, o fim não veio em nenhuma delas!

Sarcasticamente eu diria:

 “Agora me conte uma novidade, por favor.”

     Nenhum cristão dúvida que as profecias bíblicas são verdadeiras, todo cristão sabe que nunca saberá os tempos e épocas a que se refere At. 1:7, logo, sabe que nunca saberá quando as profecias irão se cumprir e, por isso mesmo, não se aventuram ao sacrilégio que é marcar datas para o fim ou para a volta de Cristo. Afinal, Jesus vem como ladrão, e numa hora em que não sabemos.

 Na sequência o texto afirma:

Existe uma regra que permeia a Bíblia sobre profecias, só sabemos disso quando elas se cumprem ou quando elas já se cumpriram,

A regra referida aí é Dt. 18:20-21, consideremos o texto bíblico, a partir do verso 18:

18 Eu farei surgir para eles, dentre os seus irmãos, um profeta semelhante a você, e porei as minhas palavras na boca dele, e ele lhes falará tudo que eu mandar. 19 De fato, exigirei uma prestação de contas do homem que não escutar as minhas palavras, que ele falar em meu nome.

     Como se vê, o verdadeiro profeta de Jeová fala não apenas em nome dEle, mas fala as palavras que Jeová determinar que sejam ditas e quem não ouvir as palavras do profeta de Jeová terá que prestar contas a Jeová!

     São várias as publicações que identificam o CG como profeta verdadeiro de Jeová. Vou citar apenas uma que, por si só, derruba toda a argumentação que estou respondendo aqui (Livro: As Nações Terão que Saber Que eu Sou Jeová, p. 164)!

Nesta página a publicação, falando às TJ, menciona o clamor que existe na “cristandade” de que as TJ (na minha visão, apenas o CG) são falsos profeta (clamor que nasce, exatamente, em razão das datas marcadas e, obviamente, falhadas):

35 Talvez se perturbem com o clamor da cristandade, de que as testemunhas cristãs de Jeová são “falsos profetas”!

Como irá continuar o texto? Será que irão negar que marcaram datas para o fim? Será que irão afirmar que nas oportunidades em que marcaram datas que não se cumpriram, não estavam falando em nome de Jeová, logo, não poderiam ser taxadas de falsos profetas? Vejamos:

Talvez não se convençam plenamente de que elas são porta-vozes verazes de Jeová, o Soberano Senhor. Se chegassem à conclusão de que se tratava de porta-vozes autênticos, isso os obrigaria a fazer algo de positivo neste respeito. (…)

Não! Não importa que o CG tenha, na condição de porta-voz autêntico de Jeová, marcados datas para o fim, datas nas quais, obviamente, nada ocorreu, o que o CG pretende é que aqueles que não são TJ:

Comam, digiram e assimilem que o

 CG é o profeta autêntico de Jeová para os nossos dias!

Neste sentido, não importa a regra que o próprio Jeová deixou na Bíblia para que avaliemos um profeta, qual seja:

 20 “‘Se um profeta presunçosamente falar em meu nome alguma palavra que eu não lhe mandei falar ou falar em nome de outros deuses, esse profeta deverá morrer. 21 Mas talvez você diga no seu coração: “Como saberemos que Jeová não falou essa palavra?” 22 Quando o profeta falar em nome de Jeová e o que ele disser não acontecer nem se cumprir, então Jeová não falou aquela palavra. O profeta a falou presunçosamente. (…)

     Como vimos no verso 18, quem não reconhecer o verdadeiro profeta de Jeová terá que prestar contas a Ele e é bem por isso que Jeová nos dá a chave para saber quem é seu verdadeiro profeta, pois, se por um lado prestaremos contas a Jeová por não dar ouvidos a seu verdadeiro profeta, por outro, a continuação do verso 22 afirma sobre o profeta que falou presunçosamente:

Você não deve ficar com medo dele.

     Então o CG pode continuar afirmando que 99,9 % da humanidade será destruída no Armagedon, a ordem bíblica é: não devemos ficar com medo de tal “profeta” e de suas palavras, o teste bíblico que o próprio Jeová criou para nós nos garante isso!

 Assim, na pretensão do CG, a certeza de que ele é o verdadeiro profeta de Jeová para nossos dias não passa pela mente, é goela abaixo mesmo!

Notem, na sequência, o CG colocando esta “verdade” goela abaixo das TJ:

36 Nenhum de nós deve querer ser igual a estes indecisos e impassíveis! É melhor saber agora, do que quando for tarde demais, que há uma classe autenticamente profética de cristãos entre nós, e aceitar a mensagem bíblica e agir segundo ela, “não como [sendo] a palavra de homens, mas, pelo que verazmente é, como a palavra de Deus”. (1 Tessalonicenses 2:13) A respeito da mensagem fielmente transmitida pelos da classe de Ezequiel, Jeová declarou positivamente que isto “tem de se cumprir”. (…)

Então, Jeová é o “selo de garantia” do  cumprimento de tudo o que o CG ensina, inclusive daquelas coisas que o CG é biblicamente proibido de ensinar!?

Obs – O livro citado é de 1973, em tal ano o CG já havia marcado datas para o fim, assim, já havia sido reprovado no teste bíblico pelo menos duas vezes (1914 e 1925), e, não obstante saber disso, o CG teve a audácia de afirmar:

 A respeito da mensagem fielmente transmitida pelos da classe de Ezequiel, Jeová declarou positivamente que isto “tem de se cumprir”.

É inacreditável!

Na conclusão o texto afirma:

então, essa é minha opinião e que essa pesquisa, na realidade, é mais uma colherzinha ou uma pitada a mais para estimular apostasia que alguns já alimentam e colocar dúvida na mente de irmãos que, na realidade, podem acabar se tornando vítimas da própria apostasia.

Me entristece ver este tipo de afirmação! Ela confirma que o CG consegue manipular muito facilmente corações e mentes de pessoas sinceras, honestas e dedicadas – é revoltante!

Como ressaltei na 4ª Premissa, uma das formas mais poderosas do CG manter o controle sobre as TJ é a (radioativa) sugestão de que:

 discordar do CG = Apostasia.

      As TJ dirão que é, pois quem discordasse de Moisés ou dos Apóstolos seria considerado apóstata, todavia trata-se de mais uma falácia de falsa comparação, pelo menos dentro da ótica TJ, já que afirmam Moisés e os Apóstolos como inspirados, mas seu CG atual não!

      Se convidamos uma TJ ou se ela, por vontade própria, quiser aplicar a regra bíblica de Deuteronômio ao CG (insisto – regra que o próprio Jeová deixou para que não errássemos em reconhecer seu profeta) tal iniciativa é considerada – “apostata”!?

– Notem mas estes “casos de apostasia”:

  • Certa vez ouvi o seguinte depoimento: Um pessoa, que estava estudando com as TJ, após pesquisar na internet, encontrou uma informação que a deixou preocupada e por isso resolveu perguntar a seus instrutores se era verdade que ela deveria abandonar todas suas amizades, para só ter amizade com quem fosse TJ e se, após ser batizada, ela viesse a discordar de algum ensino da organização e quisesse deixar de ser TJ, se perderia, também, a amizade de todas as TJ (algo 100% verdadeiro mas que as TJ, estrategicamente, não informam aos estudantes). A resposta dada a ela foi:

– “você está fazendo uma

 pergunta apostata”!??

 – Eu já contei para algumas TJ que, após meu primeiro contato com elas, fiquei com meus principais pontos de fé completamente abalados e que, em razão disso, marquei um horário e fui “tirar satisfações” com o pastor de minha igreja e que já entrei no gabinete pastoral “chutando a porta”, e lhe perguntei “à queima roupa”:

esta religião e você estão me enganado?

(se o pastor pensasse como as TJ ele teria me desassociado de imediato!!!)

            100% das TJ para quem contei isso me encheram de elogios, dizendo da coragem e da atitude correta que tive de assim fazer, porém, qual TJ faria o mesmo em relação aos ensinos do CG, com a mesma espontaneidade que fiz, procurando um ancião para “tirar satisfações”, para lhe perguntar se o CG está lhe enganando (você, TJ que está lendo este artigo faria o mesmo que fiz, sem qualquer receio)?

Não vou dizer que isso nunca ocorreu, mas posso dizer que é muito raro de ocorrer, tudo em razão do “bicho papão” que a suspeita de Apostasia assume entre as TJ!

 Concluindo: Não há para onde correr, o teste bíblico constante do texto de Deuteronômio é bastante claro e existe para ser usado, usar tal teste não é sinônimo de Apostasia, é sinônimo de confiança em uma orientação clara que Jeová nos deixou.

     Em nenhuma hipótese, ao marcar datas que não se cumpriram, o CG ressalvou que a data que estava indicado não era “alimento no tempo apropriado”, ele sempre falou a partir da posição de autoridade que diz ocupar tal qual faz ao falar de qualquer outro tema bíblico. Mas sempre tenta se justificar, por apontar que esse erro deles também foi cometido pelos apóstolos, conforme se lê em Atos 1:6, 7. Na verdade, o que os apóstolos fizeram foi perguntar se era naqueles dias que o reino seria restabelecido a Israel, e com a resposta de Jesus, eles creram não deveriam se concentrar em datas. Mas parece que o CG, ao interpretar mal a profecia sobre a volta de Cristo, se esqueceu de perguntar a Jesus, usando a Bíblia, se seria correto marcar datas (como fizeram para 1914, 1925 e 1975). Pularam Mateus 24:36, Marcos 13:32, Atos 1:6, 7, e levaram todas as TJ a pensarem como eles, e ai de quem discordasse!

Fico imaginando se, por exemplo, antes de cada uma dessas datas de 1914, 1925 e 1975 alguns TJs tivessem feito questão de discordar do CG e fossem desassociados (ou expulsos) como apóstatas. Depois de cada uma dessas datas, quem de fato teria demonstrado ser um apóstata, indo além dos ensinos de Cristo, conforme 2 João 7-11 nos ensina que alguns fariam? O que foi desassociado ou o CG que previu (ou interpretou) erroneamente a vinda de Jesus em tais datas?

Para encerrar deixo a seguinte pergunta:

Aplicando Dt. 18:20-21 a todas as datas que a liderança das TJ já apontou para o fim, só se pode chegar a uma conclusão, não é mesmo?

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Como você, leitor(a) TJ deste artigo, responde à pergunta final acima? Gostaria muito de saber. Você concorda as argumentações deste artigo (no todo ou em parte)? Você identificou algum argumento meu como falacioso? Você quer indicar algum argumento novo (pró ou contra) minha argumentação? Você encontrou algum erro de escrita que urge por correção? Em cada uma ou em todas estas hipóteses, escreva para mim, estou sempre pronto a ler o que escrevem sobre aquilo que eu escrevo e a reconsiderar e me corrigir caso conclua que errei em alguma coisa, afinal, não tenho qualquer compromisso com o erro. Deixe uma mensagem no Blog ou escreva para 1tessalonicenses5:21 @gmail.com. Desde já agradeço.

 

 

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